Eu vi ontem milhares de pessoas apreensivas com o jogo do nosso Galo.
Eu vi uma torcida espartana comparecer ao estádio e fazer barulho, mesmo antes do jogo começar.
Eu vi crianças, jovens, adultos e idosos não se abaterem quando o time sofreu um gol no
começo no jogo.
Eu vi o tão
falado Soberano fazer
cera com 20 minutos de primeiro tempo, com um cai-cai danado no meio de campo, com jogadores de porcelana que pareciam
terem sido alvejados por tiros, tamanha manha e demonstração de “dor”.
Eu vi a confiança
alvinegra, que também
pode ser chamada de fênix,
explodir nos olhos de cada atleticano e ressurgir das cinzas quando o zagueiro adversário foi expulso.
Eu vi os gritos ganharem força extra quando o Galo partiu pra cima do São Paulo,
com o maligno artilheiro da metralhadora e o endiabrado Bernard
tocando o terror para o suposto time da fé.
Mas não achei que veria o que vi.
Eu vi um jogador de mais de 30 anos de idade, que já foi eleito “melhor jogador do mundo” por duas oportunidades, que já ganhou a Liga dos Campeões da Europa,
Copa do Mundo e etc, que está bilhardário,
encher os olhos de lágrima e bater nas veias do
braço gritando “Aqui é Galo! É Galo! É Galo! É Galo porra!”
Eu vivi para ver o Ronaldinho Gaúcho demonstrar que não joga do Atlético Mineiro, nem no Atlético. Ele joga no Galo. E vi ele provar (não que precisasse) que
torce pro Galo.
E vi pessoas chorarem junto com o cara. As mesmas crianças, jovens,
adultos e idosos que não
se abateram com o gol sofrido no começo do jogo, deixaram se abater pelas lágrimas do ídolo. Choraram junto ele,
comemoravam junto com ele e sentiam um orgulho danado como ele.
Vi um segundo tempo em que o tão badalado “Soberano” nem viu a cor da bola.
Vi o cruel artilheiro, renegado pelo adversário, desempatar o jogo. Que se esqueceu da
metralhadora e deu um tiro no próprio pé ao
fazer ao gol, mas que não se abateu. Voltou pra batalha.
Vi o time da fé ser engolido pelo time da vingança, o Galo vingador.
E vi o time que podia correr para os microfones para responder as
provocações sofridas,
procurar outro caminho. Correram para o meio do campo e agradeceram pela vitória. Mas não buscaram fé. Agradeceram a eles mesmos. E pela vontade que cada um
demonstrou em campo ontem.
Poderia ter visto a arrogância de alguns jogadores e do técnico tentando responder a imprensa de São Paulo, mas isso eu não vi.
E vi o que queria ver. Vi o time ganhando, vi a torcida comemorando e vi que podemos ter sim, cada dia mais, confiança nesse time.
Fiquei satisfeito pelo que vi e estou torcendo para ver de novo no próximo jogo entre essas
equipes.
E sonhando com o que posso ver e viver neste ano...
Quem é o time da fé?

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