sexta-feira, 3 de maio de 2013

O que vi da vida


Eu vi ontem milhares de pessoas apreensivas com o jogo do nosso Galo.

Eu vi uma torcida espartana comparecer ao estádio e fazer barulho, mesmo antes do jogo começar.

Eu vi crianças, jovens, adultos e idosos não se abaterem quando o time sofreu um gol no começo no jogo.

Eu vi o tão falado Soberano fazer cera com 20 minutos de primeiro tempo, com um cai-cai danado no meio de campo, com jogadores de porcelana que pareciam terem sido alvejados por tiros, tamanha manha e demonstração de “dor”.

Eu vi a confiança alvinegra, que também pode ser chamada de fênix, explodir nos olhos de cada atleticano e ressurgir das cinzas quando o zagueiro adversário foi expulso.

Eu vi os gritos ganharem força extra quando o Galo partiu pra cima do São Paulo, com o maligno artilheiro da metralhadora e o endiabrado Bernard tocando o terror para o suposto time da fé.

Mas não achei que veria o que vi.

Eu vi um jogador de mais de 30 anos de idade, que já foi eleito “melhor jogador do mundo” por duas oportunidades, que já ganhou a Liga dos Campeões da Europa, Copa do Mundo e etc, que está bilhardário, encher os olhos de lágrima e bater nas veias do braço gritando “Aqui é Galo! É Galo! É Galo! É Galo porra!”

Eu vivi para ver o Ronaldinho Gaúcho demonstrar que não joga do Atlético Mineiro, nem no Atlético. Ele joga no Galo. E vi ele provar (não que precisasse) que torce pro Galo.

E vi pessoas chorarem junto com o cara. As mesmas crianças, jovens, adultos e idosos que não se abateram com o gol sofrido no começo do jogo, deixaram se abater pelas lágrimas do ídolo. Choraram junto ele, comemoravam junto com ele e sentiam um orgulho danado como ele.

Vi um segundo tempo em que o tão badalado “Soberano” nem viu a cor da bola.

Vi o cruel artilheiro, renegado pelo adversário, desempatar o jogo. Que se esqueceu da metralhadora e deu um tiro no próprio pé ao fazer ao gol, mas que não se abateu. Voltou pra batalha.

Vi o time da fé ser engolido pelo time da vingança, o Galo vingador.

E vi o time que podia correr para os microfones para responder as provocações sofridas, procurar outro caminho. Correram para o meio do campo e agradeceram pela vitória. Mas não buscaram fé. Agradeceram a eles mesmos. E pela vontade que cada um demonstrou em campo ontem.

Poderia ter visto a arrogância de alguns jogadores e do técnico tentando responder a imprensa de São Paulo, mas isso eu não vi.

E vi o que queria ver. Vi o time ganhando, vi a torcida comemorando e vi que podemos ter sim, cada dia mais, confiança nesse time.

Fiquei satisfeito pelo que vi e estou torcendo para ver de novo no próximo jogo entre essas equipes.

E sonhando com o que posso ver e viver neste ano...

Quem é o time da fé?

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