Geralmente, uso esse espaço para crônicas sobre os jogos, sempre tentando retratar um torcedor em
específico, seja freqüentador de estádios, moradores de outras cidades ou
torcedores de radinho.
Porém, o que eu vi ontem e o que eu não vi hoje (até agora) no que se refere a
segurança no estádio
e atitudes das autoridades competentes, me preocupa demais,
tendo em vista que sou freqüentador assíduo do Independência.
Sou sócio-torcedor e fico no setor do Galo na Veia, espaço que fica na lateral
do campo, ao lado dos bancos de reserva e abaixo das cabines de transmissão e da torcida adversária.
A torcida do Cruzeiro ocupou aquele espaço ontem, com
dois mil e poucos torcedores e havia, exatamente, TRÊS policiais militares para “tomar conta” dos cruzeirenses.
Pois bem. Esses
três policiais militares não deram conta do serviço,
pois a torcida azul jogou vários objetos lá
de cima, atingindo os
torcedores lá
embaixo, incluindo crianças,
idosos e mulheres. Dentre esses objetos, destacam-se copos plásticos (com água, urina e/ou refrigerantes), chicletes, bitucas de cigarro, grãos de milho e
até mesmo batons.
Para não achar que é alegação de atleticano
E o que a Polícia Militar fez? Nada. Absolutamente nada. Alguns riam da situação, outros viravam o rosto, porém sem nenhuma atitude mais eficaz. (Um caso em específico
ganhou mais notoriedade e foi parar na reportagem da TV Alterosa que você assistir clicando aqui).
Agora, a dúvida que vem a cabeça é a seguinte. Que a polícia é sempre alvo de críticas, todos sabemos, mas por que o Ministério Público não toma nenhuma atitude a
respeito?
Onde estão aqueles promotores que colocam a cara na televisão pra pedir cadeia pra membros da torcida organizada do Atlético?
Cadê os baluartes do Estatuto do Torcedor que implicam com faixas, bandeiras, baterias, cervejas e tudo o que envolva trabalho no estádio?
Vejam que a torcida organizada do Atlético está proibida de usar
bandeiras, faixas e instrumentos de bateria durante os jogos. Mas cadê a isonomia e a aplicação das mesmas penas para
outras torcidas?
Um promotor de justiça, famoso por ser do Tribunal no Júri e quase pedir pena de morte para membros da organizada
alvinegra em um caso
de assassinato envolvendo as DUAS MAIORES TORCIDAS ORGANIZADAS DE MINAS GERAIS, chegou a dizer
que odeia o Galo.
Pois bem, senhor promotor e membro do Conselho Gestor
do América. Chegou a
vez de pedir punição pra outras torcidas. Ou estou errado?
Talvez o senhor não saiba, porque não é do seu interesse, mas 50 membros de uma torcida organizada do Cruzeiro encurralaram um senhor de 50 anos no Barro Preto e o agrediram. Isso, no curso
de Direito que fiz, chama-se TENTATIVA DE HOMICÍDIO e é de
responsabilidade do Tribunal do Júri. Será que eu vou ver a sua cara
na televisão pedindo
punição pra eles?
Será que eu vou ver a cara de algum membro do Ministério Público pedir cadeia para
aqueles membros da torcida azul que subiram em bando, na última quarta-feira, para agredir torcedores que estavam dormindo na fila para comprar ingressos para este clássico que ocorreu ontem?
E para estas pessoas que atiraram objetos na torcida
ontem? Caso os ilustríssimos membros do Ministério Público não saibam, até bombas foram jogadas na
torcida atleticana.
Talvez não veja a cara de nenhum deles, porque é
mais fácil um
promotor colocar a cara na TV e nos jornais para pedir proibição de venda de cervejas, de
entrada nos estádio
com faixas e bandeiras
ou proibir sinalizadores nos arredores do estádio.
Pedir fechamento do Mineirão por causa de erro de
projetos é fácil, mas porque os
senhores não mandam punir quem prejudica o direito de vários torcedores ou até mesmo, atentam a vida de outros?
Talvez porque a
mídia não esteja cobrindo os fatos
como deveria. Ou
talvez não seja do
interesse.
Mas caso
queiram, é só procurar saber que os fatos vão aparecer.
AONDE ASSINO? HAHA
ResponderExcluirEXCELENTE TEXTO!